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Eu Rascunho




Escrito por Juliana Lima às 01h44
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Vingança

 
Subliminar
Uma mensagem irá mandar
Judiar, extorquir
Até a cabeça explodir
Em auto-apreciação
Utensílio utilizado: mão
Loucura do poeta
Líquido
Visão
Imagina(a)ção
 
 
Juliana Lima 

 



Escrito por Juliana Lima às 19h27
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Pátriasia 

Na terra das matas

Há mortes

Amazônia, uma zona...

Envergonha o verso ferido

Brasão de um Brasil corrupto

 

Não é mais jovem, justo

Trata-se de um velho verde

Sem sintonia

Tiros que tiram tudo

Oh Pátria de Poesia

 

Juliana Lima

Escrito por Juliana Lima às 00h49
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Anjo Negro

Treme,

Tira e me

Lambuza

Abusa

A bunda

 

Juliana Lima

 



Escrito por Juliana Lima às 01h20
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Seta

 

Sono profundo

Durmo acordo

Sonho confundo

Realidade

Real idade

Re ali dade

Tempo lento

Comento cochilo

Concentro

Tremo-

 

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 23h21
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Sou rebelião da dor
Atingida pela vergonha
Estuprada pela corrupção
Vejo sangrar o coração
E as partes intimas
Motivo TPM
CPI ou PCC
Siglas me perturbam
Nessa garoa Paulista
Lágrimas em verbos
Assassinar bombeiros
Incendiar ônibus
Furtar chapinha
Improvisar promessas
Ocasionar desgraças
Escuto MD2
E me pergunto:
“Pra que amor?
Se não veio de dentro então pra que falou?
Você jurou...”

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 00h35
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Desconhecido amigo

 

Em uma sexta-feira sem destino certo, sentei-me sozinha a mesa de um bar, próximo à faculdade onde passo as horas noturnas.

Após saborear uma bebida gelada e espumosa que escorregou pela garganta como ski em neve, prestes a fechar a conta, dei-me conta do batuque do samba que começara a adentrar os tímpanos e acelerar o coração. Então fiz o contrário: solicitei ao garçom que me servisse mais uma, só de companhia.

Ao embalo do som, entre alguns camaradas me tirando para dançar e goles grotescos, fui abordada por um moço do tipo estético médio, daqueles que fazem meu tipo. Conversamos pouco, bebemos muito. Quando percebi, já era madrugada e minha condução ferroviária tinha tirado seu descanso. Aceitei a carona de meu mais novo desconhecido amigo. No carro, sem condições nenhuma de comandar as pálpebras, adormeci. Nem quero imaginar o quanto devo ter roncado, ou babado.

Chegamos ao destino para mim incógnito, um escritório. Não sei ao certo o ramo exercido no local, situado na saúde. Aí sim conversamos. Falei de meus amores antigos, de meu filho e meus planos para o futuro. A recíproca foi a mesma. Contou-me do casamento falido, dos dias corridos e virtudes de seu signo.

Entre diálogos, beijos e amassos, caímos no sono.

Uma situação embaraçosa, encantadora, sedutora, envolvente, misturada com uma fascinante magia que há muito não acontecia comigo, haja vista minha completa solidão dos últimos meses.

Não sei se foi sonho ou realidade, só sei que quando despertei a ressaca foi audaciosa, me impedindo de assimilar os doces momentos passados na noite anterior.

Tive uma atitude irresponsável, eu sei. Mas afinal, quem nunca cruzou pelas sextas da vida com um desconhecido amigo?

 

 

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 00h33
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Oh meu Deus

Se me arrumares esse emprego

Faço prece de joelho

Prometo juntar dinheiro e resolver minha situação

Transformo água em cerveja

Desço todas na mesa

Para mostrar minha gratidão

Dou um gole para o santo

Repito mil vezes te amo

Que estás em meu coração

Mas na hora da entrevista

Não me abandone

Faça-me um agrado

Preciso do seu impulso sagrado

Então me siga onde eu for

Que lhe garanto senhor

Um dízimo para o autor

Verdadeiro muso inspirador

Proponho-me a trabalhar

Seis dias sem parar

Se a faculdade não pagar

E minha carteira registrar

Uma benção para o Antonio especial

Que reconheceu meu potencial

Viu que atendente não tem igual

Pense muito no meu caso

Não esqueça meu recado

Em forma de versos suplicados

Não me deixes cair em tentação

Nem do meu orgulho ser refém

Vou terminar orando

Amém.

 

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 00h08
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Você é feliz?

 

Cheguei de viagem no domingo de Páscoa e perguntei ao porteiro do meu prédio como foi seu dia. Ele, revoltado respondeu-me que não foi nada bom, pois estava trabalhando.

Tudo bem, pode até ser chato não estar com a família  no domingo de Páscoa, mas isso não é motivo para infelicidade.

Com certeza você já ouviu alguém pronunciar a frase “Preciso trabalhar menos para viver mais”.  O que é isso?

As pessoas não percebem que enquanto trabalham, vivem.

Existe um outdoor da revista Trip espalhado pela cidade onde um senhor desdentado sorri. O rodapé contém a pergunta: “você é feliz?” Ele simplesmente sorri. Ele deve ter suas dificuldades, como qualquer um. Mas ele sorri. Quando vejo a imagem, fico paralisada observando cada detalhe daquele ser humano. Ele realmente é feliz.

Tenho minhas crises existenciais. Fico descontente com meu peso, com a falta de grana, com a corrupção e a maldade do mundo. E as manifesto em meus poemas.

Mas em geral, sou feliz.

Porque eu trabalho, estudo, possuo uma família maravilhosa e amigos excepcionais.

Tenho meus objetivos. Mas não sou infeliz porque ainda não os conquistei e sim, extremamente feliz a cada busca, luta, experiência. Todos querem mais.

O segredo é não esquecer do hoje, do momento. Algumas oportunidades passam e nunca mais são recuperadas.

A partir de hoje, agradeça pela vida, mesmo que de vez em quando tenha que trabalhar em feriados.

Agora pergunto:

- Você é feliz?

 

 

Juliana Lima

 



Escrito por Juliana Lima às 19h45
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Ventilador
Vem tira dor
Venta a dor
InVenta a dor
Voa latidor
Vai atirador
Ventilar a dor

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 00h06
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Nada bem!

 

Baforo nos seios

Da loucura

Piso nas costas

Do perigo

Escrevo na mente

Da humanidade

As lágrimas enxugo nos cachos

Da decepção

Entrego-me aos vícios antigos

E a depressão

E a insanidade

E eu...

Não vou nada bem!

 

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 23h58
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Poemas de onde?

 

Poemas surgem dos brilhos
Da beleza na nascente da fonte
Eles nascem com os filhos
Ou com mendigos embaixo da ponte

 

Palavras bem colocadas
Em sua forma e simetria
Soam melhor que papel de carta
Perfumados com Biografia

 

Quem ousa criticar
Desconhece esse mundo
Poeta quando quer rimar
Versa em escasso segundo

 

Vou ao bar e volto
Tomo um gole de ilusão
Quando rascunho me solto
Tudo vira inspiração

 

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 00h54
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Hutz

Era apenas uma luz, mas não conseguíamos parar de rir...
Muita risada, viajávamos nas grades da prisão
E no telhado claro do teto
Interessante estado de contemplação do riso
Zona interior inigualável, inabalável, inatingível
Confronto Sanguíneo...
Espetáculo vestido negro
Da pálida morte
Caos da vida deprimente
Causador do riso desesperador
Atinge um ponto tão elevado
Circulo vicioso sórdido
Um desprezível óbito em órbita
Suicídio versus Renascimento,
Lento redescobrimento
Único momento de êxtase profundo
Deixo me tragar
Só mais um segundo
E a depressão volta novamente,
De repente acolhedora
Ocasiona confusão a mente inocente
Semeia semente de escárnio
E mente somente a Zeus Olímpio
Reflete a alma dominada
Suja, surrada, surrupiada
Por Hades , senhor dos infernos
Localizo um revolver
Miro me atiro morro
Vago no Umbral
No purgatório onde me encontro
Escuto apenas uma voz a repetir
Viúva suicida sobreviva...
Mãe suicida sobreviva...
Filha suicida sobreviva...
E volto a sorrir.

 

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 00h36
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Timidez parte II

Que abelha que nada

Sinto-me angustiada

Calar-te não é timidez

Iludir-me foi estupidez

Provei o gosto do tanto faz

Fez-me sentir fugaz

Não me diz, não me quis, não me fiz

Uma mulher completamente infeliz

Mudei, não só por um momento

Deixei para trás todo sofrimento

Parei de beber demais

Rewel Walker nunca mais

 

Juliana Lima



Escrito por Juliana Lima às 20h33
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Ganhei um celular
Mas o que eu queria ganhar era um céu (ta)
Repleto de estrelas luminosas
Ou rodas esportivas de alumínio
Fazer trilha na selva cimentada de porangaba
Pena que parei de sorver uma Cerva
(8 quilos a mais compensam - Dr. Cadê meu Inibex 50?)
Ser bicho serviço de marionete
Pendurada no cipó
Escutando Trimmmmm
De janeiro a janeiro
Confundir-me com Jane ou Janete
Do Deope ex Detec
Até minha mãe se deu bem
Enquanto minhas Células
Mortas multiplicam-se
Pirateio "Cleópatra suicidou"
Almoço na CPI do Fernando
Ce é Lula ou Celular
De 9 tentáculos teclas
Pois 1 foi roubado
Na época de operário
Me embaralho
Truco ladrões!
...6, 9, 12 milhões!
Tento fazer cálculos
Mas faço PP
Publicidade e Propaganda
Prosa e Poesia
Celular novo
Quem diria...
(0xx11) 7214-1424

 

Juliana Lima

 



Escrito por Juliana Lima às 00h10
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